1 de outubro de 2026


 

VIDA DIRECIONADA POR DEUS

(At 26.1-23)

 

 Introdução

Há duas alternativas de gerenciamento da vida. A primeira tem um aspecto subjetivo, isto é, a pessoa julga-se dona de si mesma, preocupa-se somente consigo mesma, buscando a satisfação do ego, vivendo em função dos instintos naturais de sua natureza biológica. De forma egolátrica, ocupa-se com a melhora de sua aparência e a satisfação dos prazeres que o mundo material pode lhe dar, aqui e agora.

A segunda alternativa tem um aspecto objetivo, isto é, a pessoa está ciente de que sua existência tem uma causa e um propósito de origem sobrenatural. Embora seja responsável pelas decisões que toma e os atos que realiza, ela admite que há leis superiores estabelecidas por um Criador, o Supremo Árbitro do universo e do homem, a quem haverá de prestar contas um dia. Suas aspirações transcendentais o impulsionam a fazer uso de sua natureza psicofísica na concretização dos valores espirituais estabelecidos por Deus, a quem ela adora e serve durante o curso de sua existência.

Os discípulos de Jesus viveram assim e o maior exemplo foi o apóstolo Paulo. Antes de tornar-se o ministro mais influente da igreja, ele havia sido um judeu fanático e muito violento. Mas foi um encontro pessoal com Jesus que mudou a sua vida. Nas palavras pronunciadas no testemunho que deu no tribunal do rei Agripa sobre sua experiência de vocação, ele fez entender que a vida de um homem só faz sentido quando ela é direcionada por Deus. À luz do texto que lemos, podemos deduzir que dois fatores caracterizam uma vida direcionada por Deus:

 

1.      É fruto de uma legítima experiência de conversão

Uma legítima experiência de conversão produz em nós os seguintes resultados:

1.1.    Faz quebrar o vínculo com a religiosidade morta (v. 4-5).

1.2.    Produz convicções que nos dão esperança (v. 6-7).

1.3.    Faz nascer em nós a confiança no poder de Deus (v. 8).

1.4.    Muda radicalmente as nossas convicções (v. 9-11).

Aplicação: Se sua experiência de conversão foi legítima, então sua vontade, suas decisões e seus atos são designados ao cumprimento dos ideais de Cristo para consolidação do reino de Deus no mundo. Significa dizer que, por amor ao Senhor Jesus, você está engajado nas obras que a igreja executa. Mas se esta não é a sua realidade, então admita que você está fora do reino de Deus, sem salvação.

 

2.      É fruto de uma visão espiritual renovadora

Uma visão espiritual renovadora produz em nós os seguintes resultados:

2.1.    Descobrimos que é inútil resistir a Deus – “... dura coisa é recalcitrares contra os aguilhões” (v. 14).

2.2.    Descobrimos que Deus é o Senhor de nosso destino (v. 16-17).

2.3.    Reconhecemos que Deus tem um desígnio e o cumpre através de nós (v. 18).

2.4.    Reconhecemos que a obediência a Deus é a melhor opção de vida (v. 19).

Aplicação: O verdadeiro cristão é uma pessoa, cujo testemunho de vida glorifica a Deus. Se este é o seu caso, então o reino de Deus é o foco de suas atenções e das obras que comprovam a legitimidade de sua fé em Jesus. Se esta não é a sua realidade, arrependa-se enquanto é tempo, pois a dureza de seu coração o qualifica como um aliado das forças espirituais do mal que se apoderaram de sua alma.

 

Conclusão

Amados irmãos, a lição que aprendemos agora consiste no fato de que a vida de um homem só faz sentido e só tem importância quando ele se submete à direção designada por Deus. Jamais devemos esquecer que, para termos uma vida direcionada por Deus, é necessário que tenhamos uma legítima experiência de conversão e uma visão espiritual renovadora. Você quer dar significado à tua vida? Se sua resposta é sim, então arrependa-se dos seus pecados, renda sua alma a Jesus e torne-se um membro desta igreja dedicado e fiel no serviço de promoção do reino de Deus no mundo.


ESPERANÇA QUE SE RENOVA


 

CREDENCIADO PARA O SERVIÇO A DEUS

 

 

CREDENCIADO PARA O SERVIÇO A DEUS

(At 20.17-35)

 

Introdução

Sabem qual a razão da proliferação do pecado na igreja responsável pela evasão de membros ou de seu crescimento medíocre? É a escassez de membros consagrados a Deus, comprometidos com Jesus e engajados no ministério. Nunca fomos tão carentes de vidas consagradas como hoje.

Ao testemunhar aos presbíteros da igreja de Éfeso, a respeito de sua vida e ministério, Paulo testificou que a consagração era o atributo que qualificava os seguidores de Cristo para o exercício do ministério. No contexto do mundo atual, a maior demanda do ministério cristão é o engajamento de cristãos comprometidos com Deus.  Somente os consagrados estão credenciados para o serviço a Deus. Mas como podemos identificar uma pessoa consagrada? Quais os sinais de uma verdadeira consagração? A exemplo de Paulo, um crente estará credenciado para o serviço a Deus quando ele preenche dois requisitos.

 

1.   Quando o compromisso com Jesus é a razão de seu testemunho (v. 18-21)                        

a)   Suprindo com a Palavra de Deus as necessidades dos seus ouvintes (v. 20).

b)   Conduzindo os pecadores a uma experiência legítima de conversão (v. 21).

c)   Revelando aos seus ouvintes os mistérios de Deus (v. 27).

d)   Alentando sua alma com o senso do dever cumprido (v. 26).

 

2.   Quando o compromisso com Jesus o predispõe ao sacrifício (v. 22-24)

a)   Sacrifício comprovado pelo sofrimento (v. 19; 22-23).

b)   Sacrifício comprovado pela renúncia às riquezas terrenas (v. 33-35).

c)   Sacrifício comprovado pela renúncia à própria vida (v. 24).

 

Conclusão

O reino de Deus clama por obreiros consagrados para o serviço. As dimensões gigantescas da obra divina no mundo demandam por trabalhadores que façam do compromisso com Jesus a razão de seu testemunho e de sua predisposição ao sacrifício. Chamo a atenção de todos vocês para admitirem o fato de que é tempo de romper com o marasmo e o comodismo que conduzem muitos filhos de Deus a uma letargia mortífera. Meu irmão, Deus está à sua espera. Vem agora, disponha sua vida no altar da consagração e torne-se digno da honra de ser um de Deus.

 

A REALIZAÇÃO DA VONTADE DE DEUS

 

A REALIZAÇÃO DA VONTADE DE DEUS

Romanos 12.1-12

 

INTRODUÇÃO

A Epístola aos Romanos é considerada a obra-prima de maior conteúdo teológico sobre a doutrina da salvação. O propósito de Paulo ao escrevê-la era ensinar as grandes verdades do evangelho a respeito da graça salvadora divina. A ênfase do conteúdo doutrinário, capítulos 1 a 11, tem como tema a justiça que vem de Deus, imputada aos pecadores culpados e condenados ao manifestarem sua fé em Cristo.

Os capítulos 12 a 16, de conteúdo essencialmente exortativo, tratam da aplicação prática das doutrinas da graça à vida de cada cristão e à igreja de modo geral. Esta seção é iniciada com um apelo dramático a todos os remidos, que se entreguem sem reservas a Deus, apartados de tudo que está relacionado aos interesses mundanos a fim de que possam discernir a vontade de Deus: o que é bom, o que lhe é agradável e perfeito.

O mundo em que viveu a igreja no passado, não difere do atual, no que diz respeito ao estado em que a humanidade degenerada vive submersa no pecado. Por esta razão, a demanda urgente de Deus através deste texto sagrado é que todos os crentes da igreja atual discirnam e vivam segundo a sua soberana vontade. Nesta passagem de sua epístola, o apóstolo Paulo propõe que a realização da vontade de Deus resulta de uma legítima consagração de vida. Mas, o que Deus EXIGE para executarmos a sua vontade soberana? Como resposta a esta questão, Deus nos faz três EXIGÊNCIAS.

 

1.      A primeira exigência é a dedicação de todo o potencial de nossa natureza física – “... que apresenteis o vosso corpo como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus” (v. 1).

Argumentação – temos três motivos para consagrarmos nosso corpo ao serviço de Deus:

Primeiro: nosso corpo foi designado por Deus para um propósito sagrado - “... o corpo não é para a prostituição, mas para o Senhor, e o Senhor para o corpo” (1Co 6.13). A Palavra de Deus nos declara: “Não sabeis vós que sois santuário de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?” (1Co 3.16); “não sois de vós mesmos... Porque fostes comprados por preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo” (1Co 6.19-20); “Pois, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, quer vivamos quer morramos, somos do Senhor” (Rm 14.8).

Segundo: consagramos nosso corpo a Deus para mantê-lo isento das contaminações da carne. Mas isto nós só conseguimos pelo repúdio à promiscuidade – “Fugi da prostituição. Qualquer outro pecado que o homem comete, é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo”. (1Co 6.18).

Terceiro: consagramos nosso corpo a Deus porque já fomos libertos do domínio do pecado – “PORTANTO, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito. Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte” (Rm 8.1-2). “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para obedecerdes às suas concupiscências” (Rm 6.12); “Pois o pecado não terá domínio sobre vós, porquanto não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça” (Rm 6.14).

Aplicação - Nosso corpo é mais do que o “casulo de nossas almas”; é o instrumento por meio do qual Deus executa suas obras no mundo, em cumprimento de sua vontade soberana. Por esta razão, jamais devemos permitir que o diabo profane o santuário de Deus.

 

2.      A segunda exigência é um padrão moral elevado que defina uma conduta ilibada – “não vos conformeis com este século” (v. 2).

Argumentação: – conduta ilibada produz dois resultados benéficos:

Primeiro: o padrão de conduta ilibada nos isenta de culpa perante o mundo corrupto – “tendo o vosso procedimento correto entre os gentios, para que naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, observando as vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação” (1Pe 2.12).

Segundo: o padrão de conduta ilibada faz que nos tornemos num referencial de vida para o mundo perdido – “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus” (Mt 5.16); “... para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrupta e perversa, entre a qual resplandeceis como luzeiros no mundo” (Fp 2.15).

Aplicação: Toda oferta a Deus deve ser expressa através da santidade de vida e da retidão de conduta. Nos dias atuais, o grande desafio de todo verdadeiro crente consiste em preservar-se imaculado, apartado de tudo aquilo que as opções da sociedade moderna oferecem, a fim de evitar a degradação da imagem de Deus, que está sendo restaurada em cada um de nós.

 

3.      A terceira exigência é uma mente renovada que viabilize o progresso de nossa transformação – “transformai-vos pela renovação da vossa mente” (v. 2).

Argumentação: – mente renovada nos habilita ao testemunho de nossa fé de duas maneiras:

Primeira: somos espiritualmente transformados quando ocupamos nossa mente com as coisas que ocupam a mente de Deus – “Se, pois, fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra” (Cl 3.1-2).

Segunda: somente os crentes de mente renovada têm a ousadia de testificar da sabedoria de Deus aos que jazem nas trevas da ignorância e do pecado – “Na verdade, entre os perfeitos falamos sabedoria, não, porém, a sabedoria deste mundo, nem dos príncipes deste mundo, que estão sendo reduzidos a nada; mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, que esteve oculta, a qual Deus preordenou antes dos séculos para nossa glória” (1Co 2.6-7).

Aplicação: O mundo atual precisa de formadores de opinião que exerçam influência no contexto social em que estão inseridos, para promoverem mudanças no comportamento humano, segundo os valores do evangelho reino de Deus. Esta é uma estratégia divina que deve ser implementada na sociedade atual por meio de cristãos de mente renovada que compartilham com o mundo a sabedoria de Deus.

 

CONCLUSÃO

Jamais esqueçamos de que a realização da vontade de Deus exige do verdadeiro cristão uma completa consagração, legitimada por uma transformação espiritual contínua. Portanto, em meio a uma sociedade corrupta na qual estamos inseridos, nosso maior desafio consiste em nos manter imunes à influência que o mundo pode exercer em nós.

Consagre a Deus todo o potencial de sua natureza física, adote como padrão uma conduta ilibada e cultive uma nova disposição mental para que a vontade suprema divina, tão boa, agradável e perfeita, se torne uma realidade em sua experiência de vida. Tributemos ao nosso Deus, a honra, o louvor, o poder e a glória, para sempre e sempre. Amém.

CORAÇÕES QUE VOLTARAM A QUEIMAR

 

CORAÇÕES QUE VOLTARAM A QUEIMAR

Texto: Lucas 24.44-53

José Vidigal Queirós

 

Introdução

Esta é a terceira mensagem, baseada na narrativa do capítulo 24 do Evangelho de Lucas, que descreve o impacto produzido na vida de dois moradores de Emaús, quando Jesus se manifestou a eles após a sua ressurreição. O objetivo central desta mensagem consiste em despertar o ânimo revitalizador que motive cada ouvinte a ser instrumentalizado por Deus na execução de sua obra redentora, sob a regência de Jesus, revelado como o Messias.

A experiência vivenciada por aqueles discípulos, em Emaús, nos faz acreditar que, quando o coração de uma pessoa que crer em Jesus é inflamado por uma espiritualidade vivenciada em dimensão sobrenatural, uma mudança radical ocorre em sua vida. O texto nos mostra duas evidências que comprovam este fato.

 

1.      A submissão ao comando de Jesus no exercício da missão (v. 45-48)

1.1.   Um cristão só se submete ao comando de Jesus, quando ele reconhece que está incluso entre os executores da missão a ser executada no mundo – “e que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações” v. 47).

1.2.   Um cristão só se submete ao comando de Jesus, quando ele remove a mordaça da vergonha que emudece sua voz para testificar da mensagem do evangelho – “Vós sois testemunhas destas coisas” (v. 48).

 

Aplicação – Amados irmãos, quando o coração de um crente frio volta a queimar, a vulnerabilidade de sua natureza é rompida pelo ímpeto do entusiasmo que o move à ação. O fervor espiritual consiste na experiência de reviver a intimidade com Jesus no âmbito do sobrenatural, revelando o que está oculto e produzindo plena transformação no interior da alma. Só assim, ele se torna ciente de que Jesus é soberano e comanda sua vida.

 

2.      A convicção de que a missão é divina, mas a execução é humana (v. 49)

2.1.   Os verdadeiros cristãos são tomados pelo senso vocacional que os move ao exercício da missão sob a regência de Jesus, investidos do poder espiritual prometido por Deus Pai – “Eis que envio sobre vós a promessa de meu Pai; permanecei, pois, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder” (v. 49).

2.2.   Os verdadeiros cristãos, sem exceção de nenhum, devem estar cientes de que estão cobertos pela bênção de Deus concedida sob a mediação de Jesus – “Então, os levou para Betânia e, erguendo as mãos, os abençoou” (v. 50).

2.3.   Os verdadeiros cristãos, sem exceção de nenhum, precisam estar cientes de que Jesus detém o atributo da transcendência divina e, por esta razão, é o detentor da soberania absoluta sobre os céus e a terra – “Aconteceu que, enquanto os abençoava, ia-se retirando deles, sendo elevado para o céu” (v. 51).

 

Aplicação – O coração do crente volta a queimar, quando ele é absorvido pela consciência de que a missão do Deus transcendente é executada no mundo natural sob a regência de Jesus, o soberano rei do universo. Movido pelo senso do dever a cumprir o verdadeiro cristão une-se a todos os compromissados com Cristo, que estão engajados na obra de Deus no mundo.

 

Conclusão

Se algum membro desta igreja, está imerso na frigidez espiritual que esmaga a alma, não fuja; permita que Jesus fale ao seu coração. Saiba que Cristo está sempre ao nosso lado, percorrendo conosco a vereda das frustrações para nos revelar a glória da sua ressurreição que haverá de compartilhar na eternidade com todos os seus fiéis seguidores. A fé cristã não é para ser vivenciada de forma isolada. Nosso testemunho individual, pautado nas Sagradas Escrituras, faz de nós embaixadores de Cristo, porta-vozes de Deus no mundo. Portanto, saia da inércia e do isolamento que fazem de você um crente inútil. Medite com fervor nas Sagradas Escrituras, cultive a comunhão com Cristo e sua igreja, e compartilhe sua fé com as pessoas que estão ao seu alcance e carecem de salvação e de direção para a vida. Amém.

DO FRIO À CHAMA VIVA

 

DO FRIO À CHAMA VIVA

Texto Base: Lucas 24.36-48

Pr. José Vidigal Queirós

 

Introdução

Esta é a segunda mensagem extraída do capítulo 24 do evangelho de Lucas, cujo tema está expresso de forma alegórica. O objetivo consiste em descrever como o encontro pessoal com Jesus fez acender a chama que revitalizou a fé de dois discípulos de Jesus, vitimados por numa crise demarcada por uma frigidez espiritual, oriunda de uma expectativa distorcida sobre a pessoa do Messias. Este fato suscita em nós uma questão desafiadora: como é possível um crente, imerso numa crise espiritual depressiva, ter seu coração inflamado pela chama viva da esperança? Devido às nossas limitações, acreditamos que isto será possível somente através de uma intervenção divina.

 

1.      A revitalização espiritual acontece través de um contato pessoal com Jesus numa perspectiva transcendental.

Reconhecemos que isso se trata de uma intervenção providencial divina que tem dois objetivos:

1.1.   O primeiro objetivo é apaziguar a alma angustiada – “paz seja convosco!” (v. 36).

·         Em hebraico, o termo usado por Jesus (Shalom Aleichem), que foi traduzido como paz, literalmente, significa o estado de uma pessoa plenamente satisfeita, abençoada com saúde e prosperidade e que goza de um relacionamento saudável com todos onde a justiça prevalece. Portanto, a paz de Cristo diverge daquela que o mundo dá – “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não a dou como o mundo a dá. Não se perturbe o vosso coração, nem tenha medo” (Jo 14.27, A21).

·         A paz entre o homem e Deus é estabelecida numa dimensão transcendental – “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus” (Fp 4.7).

1.2.   O segundo objetivo é suscitar na alma conturbada uma fé transcendente que rompe os bloqueios da mente humana – “Ele, porém, lhes disse: Por que estais angustiados? E por que surgem dúvidas em vosso coração? Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo” (v. 38-39, A21).

 

Aplicação

Quem é Jesus para você? Qual o nível de relacionamento que você tem com ele? Esteja ciente de que cada um de nós precisa estar convicto de que o fervor espiritual só emerge quando deixamos de tratar Jesus com as abstrações da nossa mente. Cristo jamais deve ser idealizado como uma abstração fantasmagórica oriunda do fanatismo religioso. Cristo é o Filho de Deus encarnado no homem Jesus, o rabino galileu revelado como o Messias que veio ao mundo concretizar os desígnios redentores de Deus.

 

2.      A revitalização espiritual acontece quando a lucidez de origem divina nos revela o sentido correto das Escrituras.

2.1.   A humanidade pecadora foi capturada pelos poderes das trevas e encontra-se espiritualmente cega, pois “o deus deste século cegou a mente dos incrédulos, para que não vejam a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus” (2Co 4.4, A21).

2.2.   A revelação divina, registrada nas Escrituras, é uma mensagem cristocêntrica, tal como Jesus afirmou: “importava se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos” (v. 44).

2.3.   O entendimento das Escrituras exige abertura da mente para absorção das verdades reveladas por Deus – “Então, lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras” (v.45).

2.4.   O plano perfeito de Deus, ratificado nas Escrituras, contempla o sofrimento, a morte, a ressurreição e a glorificação de Jesus, tal como ele disse – “Assim está escrito” (v. 46).

·         A ressurreição foi uma realidade comprovada que validou as declarações de Cristo acerca de sua vitória sobre a morte (At 2.23-24).

·         A ressurreição de Jesus foi necessária para confirmar sua divindade (Rm 1.4)

·         A ressurreição foi necessária para que o corpo de Jesus pudesse receber glorificação e imortalidade (Fp 3.21).

 

Aplicação

Muitos crentes se perdem eternamente porque enveredam pela religiosidade formal, alicerçada no ceticismo que distorce a essência da revelação de Deus. O trajeto a ser percorrido em direção ao fervor espiritual tem como princípio norteador o entendimento claro e preciso de tudo que Deus revelou e foi registrado nas Escrituras, desde Moisés até os apóstolos.

 

Conclusão

Amados irmãos, nenhum de nós está isento de atravessar uma crise espiritual depressiva semelhante à que foi vivenciada pelos discípulos de Jesus. A mensagem que agora ouvimos nos faz admitir que, se alguém entre nós se sente espiritualmente frio, cético ou desmotivado, há caminhos que vão direcioná-lo ao ardor espiritual. Se este é o seu caso, então, concentre-se nos ensinos de Jesus, cujo conteúdo haverá de suprir suas aspirações transcendentais.

Investigue as Escrituras com a mente de Cristo, para que seja restaurada sua intimidade com Ele, pois isto lhe trará à memória o fato de que ele é o mediador da eterna aliança que Deus firmou com os remidos. A chama viva da renovação da fé em Cristo não é acesa pelo esforço humano, mas é o efeito da presença do Cristo ressuscitado dentre os mortos. Portanto, invoque sinceramente a presença de Jesus e mergulhe nas Escrituras, favorecendo a ele a abertura do seu entendimento. Que hoje, em lugar das cinzas da decepção, Deus ascenda em seu coração labaredas de esperança. Amém.