1 de outubro de 2026

CORAÇÕES QUE VOLTARAM A QUEIMAR

 

CORAÇÕES QUE VOLTARAM A QUEIMAR

Texto: Lucas 24.44-53

José Vidigal Queirós

 

Introdução

Esta é a terceira mensagem, baseada na narrativa do capítulo 24 do Evangelho de Lucas, que descreve o impacto produzido na vida de dois moradores de Emaús, quando Jesus se manifestou a eles após a sua ressurreição. O objetivo central desta mensagem consiste em despertar o ânimo revitalizador que motive cada ouvinte a ser instrumentalizado por Deus na execução de sua obra redentora, sob a regência de Jesus, revelado como o Messias.

A experiência vivenciada por aqueles discípulos, em Emaús, nos faz acreditar que, quando o coração de uma pessoa que crer em Jesus é inflamado por uma espiritualidade vivenciada em dimensão sobrenatural, uma mudança radical ocorre em sua vida. O texto nos mostra duas evidências que comprovam este fato.

 

1.      A submissão ao comando de Jesus no exercício da missão (v. 45-48)

1.1.   Um cristão só se submete ao comando de Jesus, quando ele reconhece que está incluso entre os executores da missão a ser executada no mundo – “e que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações” v. 47).

1.2.   Um cristão só se submete ao comando de Jesus, quando ele remove a mordaça da vergonha que emudece sua voz para testificar da mensagem do evangelho – “Vós sois testemunhas destas coisas” (v. 48).

 

Aplicação – Amados irmãos, quando o coração de um crente frio volta a queimar, a vulnerabilidade de sua natureza é rompida pelo ímpeto do entusiasmo que o move à ação. O fervor espiritual consiste na experiência de reviver a intimidade com Jesus no âmbito do sobrenatural, revelando o que está oculto e produzindo plena transformação no interior da alma. Só assim, ele se torna ciente de que Jesus é soberano e comanda sua vida.

 

2.      A convicção de que a missão é divina, mas a execução é humana (v. 49)

2.1.   Os verdadeiros cristãos são tomados pelo senso vocacional que os move ao exercício da missão sob a regência de Jesus, investidos do poder espiritual prometido por Deus Pai – “Eis que envio sobre vós a promessa de meu Pai; permanecei, pois, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder” (v. 49).

2.2.   Os verdadeiros cristãos, sem exceção de nenhum, devem estar cientes de que estão cobertos pela bênção de Deus concedida sob a mediação de Jesus – “Então, os levou para Betânia e, erguendo as mãos, os abençoou” (v. 50).

2.3.   Os verdadeiros cristãos, sem exceção de nenhum, precisam estar cientes de que Jesus detém o atributo da transcendência divina e, por esta razão, é o detentor da soberania absoluta sobre os céus e a terra – “Aconteceu que, enquanto os abençoava, ia-se retirando deles, sendo elevado para o céu” (v. 51).

 

Aplicação – O coração do crente volta a queimar, quando ele é absorvido pela consciência de que a missão do Deus transcendente é executada no mundo natural sob a regência de Jesus, o soberano rei do universo. Movido pelo senso do dever a cumprir o verdadeiro cristão une-se a todos os compromissados com Cristo, que estão engajados na obra de Deus no mundo.

 

Conclusão

Se algum membro desta igreja, está imerso na frigidez espiritual que esmaga a alma, não fuja; permita que Jesus fale ao seu coração. Saiba que Cristo está sempre ao nosso lado, percorrendo conosco a vereda das frustrações para nos revelar a glória da sua ressurreição que haverá de compartilhar na eternidade com todos os seus fiéis seguidores. A fé cristã não é para ser vivenciada de forma isolada. Nosso testemunho individual, pautado nas Sagradas Escrituras, faz de nós embaixadores de Cristo, porta-vozes de Deus no mundo. Portanto, saia da inércia e do isolamento que fazem de você um crente inútil. Medite com fervor nas Sagradas Escrituras, cultive a comunhão com Cristo e sua igreja, e compartilhe sua fé com as pessoas que estão ao seu alcance e carecem de salvação e de direção para a vida. Amém.

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